Wall Street engata 2º dia ganhos consecutivos à espera de Fed e reabertura do Estreito de Ormuz

Os índices de Wall Street engataram o segundo dia de ganhos consecutivos com o mercado à espera da decisão sobre juros e negociações para a reabertura total do Estreito de Ormuz.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,10%, aos 46.993,26 pontos;
  • S&P 500: +0,25%, aos 6.716,09 pontos; 
  • Nasdaq: +0,47%, aos 22.479,52 pontos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

Os investidores operaram na expectativa pela decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que acontece na quarta-feira (18). De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os traders veem 99,1% de chance de o Fomc manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. O início de cortes nos juros deve começar apenas em setembro.

Os desdobramento do conflito no Irã e a expectativa de retomada do escoamento de petróleo no Estreito de Ormuz continuaram no radar.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA são “o país mais poderoso do mundo” e não precisam “da ajuda de ninguém”, após membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se recusarem a auxiliar na segurança do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã após o início dos ataques americanos-israelenses em Teerã.

Em publicação na Truth Social, Trump disse que os EUA foram informados pela maioria de seus “aliados” da Otan de que não querem se envolver na operação militar no Irã.

“Não me surpreende essa atitude, pois sempre considerei a Otan, onde gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, uma via de mão única: nós os protegemos, mas eles não fazem nada por nós, especialmente em um momento de necessidade”, escreveu.

“Devido ao sucesso militar que alcançamos, não ‘precisamos’ nem desejamos mais a ajuda dos países da Otan – NUNCA PRECISAMOS”, afirmou. “O mesmo se aplica ao Japão, à Austrália ou à Coreia do Sul”, escreveu.

“Aliás, falando como presidente dos EUA, de longe o país mais poderoso do mundo, NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM”, acrescentou.

O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz em 28 de fevereiro, após a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

No último fim de semana, o país persa anunciou a liberação do tráfego no Estreito para navios, com exceção para as embarcações norte-americanas e de aliados dos EUA. “O Estreito de Ormuz está aberto. Está apenas fechado para petroleiros e navios pertencentes aos nossos inimigos e seus aliados”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi,  em entrevista ao programa de notícias americano MS Now.

*Com informações de Estadão Conteúdo