Wall Street abre em queda com atenção voltada ao Oriente Médio

Os índices de Wall Street abriram em queda pela terceira sessão consecutiva com as atenções voltadas para os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Confira o desempenho dos índices por volta de 10h35 (horário de Brasília), logo após a abertura:

  • Dow Jones: -0,27%, aos 45.895,42 pontos;
  • S&P 500: -0,46%, aos 6.576,14 pontos; 
  • Nasdaq: -0,78%, aos 21.918,90 pontos.

Wall Street atenta à guerra

No 21º dia de conflito no Oriente Médio, os investidores acompanham a volatilidade dos preços do mercado de energia. Os contratos futuros do Brent para maio registravam leve queda de 0,52%, a US$ 108,08, por volta das 10h10 (horário de Brasília).

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse nesta sexta-feira (20) que a remoção das sanções de petróleo iraniano permitiria o abastecimento da Ásia em três ou quatro dias.

Já na quinta-feira (19), o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, havia sinalizado que os EUA podem em breve remover as sanções ao petróleo iraniano retido em navios-tanque no mar, em uma medida para tentar conter a alta dos preços do petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.

Ontem, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, também trouxe algum alívio para os mercados ao dizer que o Irã não tem capacidade para enriquecer urânio e produzir mísseis balísticos, o que sugeriu um fim mais próximo para a guerra no Oriente Médio.

As falas ajudaram a moderar a alta do petróleo, que, na sessão de ontem, chegou a superar os US$ 119, o nível mais alto do Brent em cerca de dez dias.

Segundo o site Axios, o governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, está considerando planos para ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg para pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, citando quatro fontes com conhecimento do assunto.

No front econômico, em entrevista à Fox Business Network, a vice-chair de supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman, disse nesta sexta-feira que vê uma série de cortes na taxa de juros este ano, em meio a preocupações com a fragilidade do mercado de trabalho.

“Ainda estou preocupada com… o mercado de trabalho”, disse Bowman em uma entrevista. “Anotei três cortes antes do final de 2026 para, com sorte, sustentar o mercado de trabalho”, disse ela.

Na reunião de política monetária do Fed desta semana, as autoridades apontaram coletivamente um único corte nos juros para o ano.

*Com informações de Reuters