São Martinho (SMTO3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Vamos (VAMO3) é a ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

A política monetária e o cenário eleitoral continuaram a ditar as movimentações do mercado. O Ibovespa (IBOV), por sua vez, conseguiu recuperar as perdas da semana anterior com entrada de fluxo estrangeiro – devido ao diferencial de juros entre Estados Unidos e Brasil.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 2,16% na semana e encerrou a última sessão aos 160 mil pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,4108 e teve desvalorização de 0,39% ante o real no acumulado na semana.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva, em uma decisão unânime.

O comunicado manteve a postura do Comitê de que a estratégia “em curso” de manutenção do nível da taxa de juros por período bastante prolongado passou a ser adequada – antes vista como  “suficiente” – para assegurar a convergência da inflação à meta.

Foi mantida a ênfase de que o Copom seguirá vigilante e, “como usual”, não hesitará em retomar o ciclo de ajustes “caso jugue apropriado”.

Já na seara política, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que anunciou a pré-candidatura à Presidência na semana passada, reafirmou que seu “preço” para desistir da corrida eleitoral é dar lugar ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em carceragem da Polícia Federal, em Brasília, por tentativa de golpe ao Estado e está inelegível.

Além disso, o governo dos Estados Unidos retirou os nomes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STFAlexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados da Lei Magnitsky na tarde desta sexta-feira (12).

No exterior, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) cortou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como o esperado. Essa foi a terceira redução consecutiva.

A decisão, mais uma vez, não foi unânime: Stephen Miran votou pelo corte de 0,50 ponto percentual, enquanto Austan Goolsbee e Jeffrey Schmid optaram por manter o Fed Funds na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Sendo assim, o placar ficou 9 a 3, a maior dissidência desde setembro de 2019.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por São Martinho (SMTO3). 

Na última quinta-feira (11), a companhia concluiu o período de moagem de cana-de-açúcar referente à safra 2025/26, com resultados compatíveis ao guidance (projeção) revisado divulgado em novembro.

Segundo a companhia, o volume de cana processada atingiu cerca de 21,67 milhões de toneladas, com ATR médio de 139,4 kg/ton e ATR total produzido de 3.020,7 milhões.

O principal destaque operacional foi o mix de produção: 51% do ATR recuperável foi direcionado ao etanol, enquanto o restante seguiu para o açúcar. A empresa afirma que essa alocação reflete as condições atuais do mercado.

Confira a seguir as maiores altas do Ibovespa entre 8 e 12 de dezembro: 

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
SMTO3São Martinho14,96%
IRBR3IRB Re ON12,77%
RADL3RD Saúde ON10,33%
PETZ3Petz ON9,27%
CSNA3CSN ON8,87%
VIVA3Vivara ON7,54%
SLCE3SLC Agrícola7,10%
WEGE3Weg ON6,04%
CMIN3CSN Mineração ON5,51%
BPAC11BTG Pactual units5,48%

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Já a ponta negativa do Ibovespa foi encabeçada por Vamos (VAMO3), em breve realização dos ganhos recentes.

Veja as maiores quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
VAMO3Vamos ON-7,40%
HYPE3Hypera ON-6,67%
MGLU3Magazine Luiza ON-6,09%
CEAB3C&A Modas ON-5,05%
ASAI3Assaí ON-4,32%
CSAN3Cosan ON-4,27%
SANB11Santander Brasil units-3,68%
SUZB3Suzano ON-2,85%
RAIL3Rumo ON-2,05%
MRVE3MRV ON-2,01%