Petróleo volta a bater os US$ 100 com intensificação da guerra no Oriente Médio

O preço do petróleo voltou a superar a marca de US$ 100 por barril nesta quinta-feira (12), após ataques a navios petroleiros próximos ao Estreito de Ormuz e ao porto de Basra, no Iraque, indicando que a guerra no Oriente Médio está se intensificando.

Nas últimas 24 horas, diversos embarques comerciais foram atacados por embarcações iranianas carregadas com explosivos, reacendendo temores de interrupções prolongadas no fornecimento de energia. Relatos também apontam que o Irã teria lançado cerca de uma dúzia de minas navais no Estreito de Ormuz.

Por volta das 8h45, o petróleo tipo Brent, referência internacional, avançava 5,79%, cotado a US$ 97,31 o barril. Na madrugada, a commodity chegou a subir mais de 7%, atingindo US$ 100. O WTI, referência no mercado norte-americano, subia 5,24%, cotado a US$ 91,78 o barril.

Desde o início do conflito, os preços do petróleo acumulam forte alta, chegando perto de US$ 120 por barril no começo da semana, principalmente devido às interrupções no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

Liberação recorde de reservas estratégicas

Na véspera, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência, a maior operação desse tipo na história.

Os Estados Unidos respondem por 172 milhões de barris, cuja entrega começará na próxima semana. A distribuição completa deve levar cerca de 120 dias, limitando o efeito imediato sobre os preços.

Segundo a agência, a guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história.

Mesmo com a medida, o mercado manteve a cautela: a alta reflete dúvidas sobre a capacidade da liberação em compensar, no curto prazo, o choque de oferta provocado pelos ataques na região.