Petróleo recua 2% com reabertura do Estreito de Ormuz no radar

Os preços do petróleo encerraram o pregão desta segunda-feira (16) em queda, em meio a expectativa de reabertura total do Estreito de Ormuz.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para maio fecharam com recuo de 2,84%, a US$ 100,21 barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), para abril, registraram queda de 5,28%, a US$ 93,50 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

Todos os olhos no Estreito de Ormuz

No fim de semana, o Irã anunciou a liberação do tráfego no Estreito para navios, com exceção para as embarcações norte-americanas e de aliados dos EUA.

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “muitos países” enviarão navios de guerra para manter o Estreito aberto. Desde então, o governo Trump iniciou tratativas com países aliados para viabilizar o tráfego na região, que é controlada pelo Irã.

O Estreito de Ormuz tem sido uma “arma” no conflito no Irã, já que cerca de 20% do consumo mundial de petróleo é escoado pela região. Com a paralisação do tráfego nas duas primeiras semanas de março, os preços do petrólelo Brent já subiram mais de 40% e superaram o nível de US$ 100 o barril, no maior valor desde meados de 2022.

De olho na movimentação recente, o UBS WM elevou suas projeções para o preço do petróleo e passou a ver o barril do Brent em US$ 90 em junho, após a escalada do conflito envolvendo o Irã e as restrições ao fluxo da commodity no Golfo Pérsico. Antes do conflito, o UBS projetava o Brent em US$ 65 por barril em junho.

O banco ainda alertou que, caso o Estreito de Ormuz não seja liberado até o fim de março, o mercado pode enfrentar um choque de preços capaz de provocar destruição de demanda global da commodity.

A S&P Global também revisou para cima a projeção de preços para o WTI e Brent em US$ 15 por barril para o restante de 2026.

Nesta segunda-feira, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que os países-membros poderão liberar mais petróleo no mercado futuramente “conforme e se necessário”.

Na semana passada, a AIE liberou 400 milhões de barris de petróleo das reservas de 32 países-membros na tentativa de conter a alta nos preços de energia, em meio a disparada recente dos preços do barril do óleo bruto.

*Com informações de Reuters