Petróleo pode chegar a US$ 140 o barril, alerta Goldman Sachs

A alta nos preços do petróleo deu uma trégua nesta terça-feira (10), após Donald Trump sugerir que o conflito deve ser encerrado em breve. No entanto, o Goldman Sachs alerta que ainda existem riscos de alta para a commodity, que poderia chegar a US$ 140 o barril.

Na semana passada, a instituição sinalizou riscos de alta para as previsões de preços do petróleo devido à possibilidade de atraso na normalização gradual dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, prevista para 28 dias a partir desta semana.

“Como os dados de fluxos na região são ruidosos e a situação geral continua fluida, não alteramos nossa previsão de preços do petróleo (Brent/WTI em US$ 66/62 no quarto trimestre de 2026 e US$ 70/66 em 2027), mas estimamos grandes riscos de alta em cenários de interrupção mais prolongada”, apontam os analistas em relatório.

Segundo o Goldman Sachs, mesmo um bloqueio relativamente curto, de 30 dias, poderia elevar os preços médios do barril para US$ 85 a US$ 100, dependendo da rapidez com que o mercado exige redução da demanda. A diferença reflete a incerteza sobre a duração do choque e a velocidade de ajuste do consumo global.

Em cenários mais prolongados, de até 120 dias, os preços podem disparar ainda mais, atingindo US$ 110 a US$ 140 por barril. A maior pressão ocorre quando o mercado reage rapidamente, precificando a necessidade de destruição da demanda para evitar o colapso dos estoques estratégicos.

“A análise reforça a expectativa de que os preços diários do petróleo em março poderiam superar os picos históricos de 2008 e 2022. Isso ocorreria caso os riscos de fluxos muito baixos pelo Estreito de Ormuz ao longo de todo o mês — o que representaria o maior choque mensal de oferta de petróleo da história — levassem o mercado a antecipar rapidamente uma redução significativa na demanda”, conclui o Goldman Sachs.