Nubank (ROXO34) das mínimas: Aproveite para encher o carrinho, diz Itaú BBA; veja potencial
O Nubank (ROXO34) acumula queda de 18%, o que não assustou nem um pouco os analistas do Itaú BBA. Pelo contrário: a equipe reiterou a recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 20, potencial de alta de 60% em relação ao fechamento da última segunda-feira.
Nos cálculos dos analistas, a ação caiu para sua mínima histórica, negociando a cerca de 17 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, enquanto os lucros permanecem altos.
“Nossa projeção de lucro líquido para 2026 permanece praticamente estável, e a projeção para 2027 é, na verdade, crescente.”
Ainda segundo o Itaú, a perspectiva de longo prazo se torna mais convincente, com múltiplos de 17x P/L (preço/lucro) para 2026 e 15x P/L para 2027 — “os menores já registrados”.
“Reiteramos nossa recomendação de desempenho superior e sugerimos que os investidores aproveitem as quedas para comprar ações.”
O que fez o Nubank cair?
Uma série de fatores levou o roxinho a despencar. O primeiro seria de responsabilidade da própria empresa.
Na visão do Itaú, o momento e a intensidade dos esforços de entrada nos Estados Unidos estão gerando mais questionamentos — e despesas administrativas e de vendas — do que agregando valor à tese de investimento, pelo menos por enquanto.
“Somente o tempo e uma execução bem-sucedida aliviarão essa preocupação.”
Na semana passada, a fintech mostrou que não está para brincadeira no país ao patrocinar o Inter Miami CF, um dos principais times do país e que conta com ninguém menos que Lionel Messi.
O segundo motivo é externo. As ações globais de tecnologia e fintech sofreram desvalorização devido a preocupações de que a inteligência artificial possa desestabilizar empresas disruptivas.
“Discordamos desse ponto, pois consideramos o Nubank uma das empresas mais preparadas para aproveitar a IA a seu favor.”
Por fim, pesa a perspectiva de aumento das despesas administrativas e de vendas e de redução da eficiência em 2026.
“Embora esses investimentos estejam sendo ‘financiados’ por meio de uma alíquota de imposto de renda menor, sem revisão do lucro, os investidores tendem a ver isso de forma desfavorável.”
Itaú BBA não é único
O Itaú não é o único é ver o Nubank com bons olhos. Para o JPMorgan, a queda parece exagerada.
Os analistas atualizaram as projeções e elevaram a estimativa de lucro em 2026 em 6%, para US$ 4 bilhões, ante os US$ 3,8 bilhões anteriores. A questão, segundo os analistas, é que a queda dos impostos vai compensar a alta dos investimentos.
Sim, o Nubank já avisou que irá investir mais em 2026 em meio ao avanço da IA. Até questões como a volta do trabalho presencial entrarão nessa equação.
“Os investidores estão ansiosos para saber quanto custarão o retorno ao escritório, a IA e a tecnologia, além dos investimentos nos EUA. A maioria das perguntas se concentra em saber se a estratégia nos EUA será bem-sucedida ou simplesmente resultará em despesas com pouca ou nenhuma visibilidade de retorno”.
De toda forma, os mercados são mais otimistas: acreditam que a IA e a tecnologia são percebidas como necessárias para sustentar as ambições de crescimento de longo prazo da empresa.
Em relação ao retorno ao escritório (RTO, na sigla em inglês para return to office), o JPMorgan diz que ela deve ser diluída ao longo do tempo — ou seja, não é necessário dobrar o número de escritórios todos os anos.