Itaúsa (ITSA4) pode ter novo salto, vê Safra; veja potencial

A Itaúsa (ITSA4) está nas máximas históricas após saltar 50% nos últimos 12 meses, o que não impede a companhia de subir mais. O Safra atualizou o preço-alvo da companhia para R$ 18, o que implica novo salto de 30% até o final do ano.

Segundo os analistas, a empresa ainda segue descontada, apesar da valorização. Para 2027, está previsto eliminação da ineficiência tributária sobre JCP recebido do Itaú Unibanco (ITUB4), enquanto as participações em empresas não listadas (Aegea e Copa Energia) estão contabilizadas com base na última rodada de valuation, ou seja, defasadas.

Nos cálculos do Safra, o desconto seria cerca de 200 bps (pontos-base) maior usando NAVs (valor líquido do ativo, na tradução em português) a valor justo (aproximadamente 50 bps de Copa Energia e 150 bps de Aegea). “O recente aumento de capital da Aegea reforça nossa tese”, diz o analista Rafael Rehder.

Em fevereiro, a Itaúsa investiu R$ 418 mi para elevar sua participação na Aegea de 12,88% para 13,27%. A oferta foi precificada a R$ 55,29 por ação — 3x o valor contábil anterior por ação.

“O aumento nominal no valor de mercado é de cerca de R$ 3,14 bi, ou 2,1% do valor de mercado da Itaúsa, o que elevaria o desconto de holding em 130 bps”.

A Aegea iniciou o processo para contratação de assessores financeiros e legais para uma possível oferta inicial de ações no final do ano passado.

Os analistas também elevaram a projeção de lucro e agora preveem cifras de R$ 19 bi em 2026 e R$ 21,5 b em 2027.

Em relação ao desconto atual de 20,5%, o novo preço-alvo implica desconto de 17,2% sobre a soma das partes a valor justo considerando Aegea e Copa Energia.