IRB (Re) (IRBR3) dá adeus ao Ibovespa em maio, diz BofA
IRB(Re) (IRBR3) deve deixar o grupo seleto de ações que compõem o Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira, a partir de maio. Pelo menos, essa é a expectativa do Bank of America (BofA).
Para os estrategistas de ações do banco, as classes especiais de ações da Localiza PN, Cyrela PN e Axia Energia PNC também devem ser excluídas do índice. RENT4, CYRE4 e AXIA7 passarão a ser negociadas fora o Ibovespa no próximo rebalanceamento.
O BofA, dessa vez, não prevê a entrada de novas ações na carteira teórica.
Hoje, a carteira conta com 85 papéis de 79 empresas brasileiras, com validade até 1º de maio.
A carteira do Ibovespa é rebalanceada a cada quatro meses, com base em alguns critérios.
Entre eles, está o índice de negociabilidade (IN), o volume de negociação e o status da empresa — companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo. Já o desempenho das ações não é considerado um critério de entrada ou saída no índice.
Antes da carteira definitiva entrar em vigor, a B3 divulga três prévias. A primeira delas está programada para 1º de abril. As demais devem ser divulgadas nos dias 16 e 24 de abril. A nova composição entra em vigor em 4 de maio e permanece negociada até o fim de agosto.
Na ‘zona de rebaixamento’ do Ibovespa
Para o BofA, as ações da SLC Agrícola (SLCE3) e CSN Mineração (CMIN3) são, atualmente, os papéis com pior colocação no ranking do índice de negociabilidade (IN) entre as ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa – depois de IRBR3, AXIA7, CYRE4 e RENT4
“Eles podem correr risco de exclusão em revisões futuras caso a negociabilidade diminua em relação ao restante do mercado”, afirmaram os estrategistas Anna Clara Malheiros, Carlos Peyrelongue, David Beker, Mateus Conceição e Paula Soto, em relatório.
Para que um papel seja excluído, o IN dos papéis precisa cair abaixo de 90%
Próximas revisões do Ibovespa
A Tenda (TEND3) e a Sanepar (SAPR11) também estão sendo cotadas como possíveis entradas no Ibovespa em um futuro próximo, segundo os estrategistas do BofA.
As duas empresas “podem ser as próximas a serem incluídas em termos de métricas de negociabilidade, mas precisariam que sua negociabilidade melhorasse em relação ao restante do índice para ter uma probabilidade maior de inclusão”, diz a equipe do banco, em relatório.