Ibovespa fecha em leve alta com Petrobras (PETR4); dólar fica estável a R$ 5,15
As blue chips seguraram o Ibovespa (IBOV) em tom positivo, apesar da forte aversão a risco externa com o conflito no Irã nos holofotes.
Nesta quarta-feira (11), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1593, com leve alta de 0,03%.
As atenções continuaram concentradas no exterior. Por aqui, os investidores reagiram, ainda que em segundo plano, a dados domésticos.
Entre eles, as vendas no varejo subiram 0,4% em janeiro em relação a dezembro e acumularam alta de 2,8% na comparação anual. Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters de queda mensal de 0,1% e de alta de 1,65% na base anual.
Para o economista da XP, Rodolfo Margato, o resultado compensou a queda de 1,0% na base mensal registrada na leitura de dezembro. “A atividade doméstica deve ganhar fôlego no primeiro semestre de 2026 após o desempenho fraco observado no segundo semestre de 2025.”
As pesquisas eleitorais também dividiram as atenções. Os levantamentos, em geral, apontaram para um empate técnico entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Altas e quedas do Ibovespa
As ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, lideraram os ganhos do pregão e deram fôlego ao principal índice da bolsa brasileira. Os papéis PETR3 e PETR4 fecharam com alta de 5%, acompanhando a disparada do petróleo Brent no mercado global.
Com a forte movimentação, a estatal manteve-se acima de R$ 600 bilhões em valor de mercado.
Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Raízen (RAIZ4), com queda de 5,8%, em reação ao pedido de recuperação extrajudicial para suspensão por 90 dias o pagamento de dívidas que somam cerca de R$ 65 bilhões.
A companhia, que é uma joint venture formada pela Cosan e Shell, é acompanhada de perto pelo mercado devido à uma aguardada reestruturação de dívida e possíveis aportes de seus controladores.
O GPA (PCAR3), que protocolou um pedido de recuperação judicial na véspera, também figurou entre as maiores quedas do Ibovespa, com recuo de 4%. A varejista teve o processo aceito pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.
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Exterior
Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com temor de novos impactos inflacionários, resultantes do conflito no Irã e disparada do petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as forças militares atingiram 28 minas no Irã, horas depóis de reafirmar que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra naquele país terminará “em breve”. “Pequenas coisas aqui e ali. Quando eu quiser que isso acabe, vai acabar”, declarou Trump em entrevista ao site Axios.
Em segundo plano, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. No acumulado de 12 meses, o CPI acumula alta de 2,4%.
Embora o dado não seja a referência inflacionária do Federal Reserve (Fed), o CPI ‘ajuda’ o mercado a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.
Agora os traders veem a retomada de ciclo de corte nos juros apenas em setembro, ante a expectativa anterior de julho, em temor dos impactos inflacionários da guerra no Irã atráves dos preços de energia.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -0,61%, aos 47.417,27 pontos;
- S&P 500: -0,08%, aos 6.775,80 pontos;
- Nasdaq: +0,08%, aos 22.716,13 pontos.
Na Europa, os principais índices encerraram em tom negativo, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,59%, aos 602,54 pontos. Ontem (10), o índice registrou o melhor desempenho diário desde abril de 2025.
Na Ásia, os índices fecharam sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, subiu 1,43%, aos 55.025,37 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,24%, aos 25.989,76 pontos.