Dólar cai mais de 1% e fecha a R$ 5,16 com expectativa de cessar-fogo no Irã

O dólar encerrou a sessão em forte queda com a expectativa de um cessar-fogo no Irã nas próximas semanas. 

Nesta segunda-feira (6), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,1641, com queda de 1.52%. 



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O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,16%, aos 98,824 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O conflito no Irã entrou em seu 10º dia e continuou a concentrar as atenções do mercado. Perto do fechamento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra pode terminar em breve.

Em entrevista à CBS News, ele disse que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”. O mandatário deve realizar uma entrevista coletiva ainda hoje, após o fechamento dos mercados.

Mais cedo, Trump reagiu negativamente à escolha de Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei – morto nos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel no Irã em 28 de fevereiro –, como líder supremo, sinalizando que os linha-dura continuam firmemente no comando em Teerã.

Em ocasiões anteriores, o presidente norte-americano, Donald Trump disse que gostaria de ser envolvido na escolha do próximo líder do Irã, assim como na Venezuela. Ele também já havia falado que a nomeação de Mojtaba seria “inaceitável”.

Nesta segunda-feira, Trump reiterou que “não está feliz” com a escolha de Mojtaba Khamenei. Questionado pelo jornal New York Post sobre seus planos em relação a novo líder supremo, Trump respondeu: “Não vou dizer a vocês. Não estou satisfeito com ele.”

O dólar também foi pressionado pela forte valorização do petróleo. Os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado global, para maio, fecharam com alta de 6,8%, a US$ 98,96 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Pela manhã, os futuros do petróleo superaram US$ 100 pela primeira vez desde meados de 2022. 

Por aqui, o real ganhou força com a entrada de fluxo  financeiro favorecida pela alta do petróleo.

“O Brasil é exportador relevante da commodity, o avanço dos preços tende a melhorar as contas externas e fortalecer o real. Além disso, o diferencial de juros elevado no país, o fluxo cambial positivo no início de março , contribuíram para sustentar a  moeda mesmo em um ambiente global de elevada aversão ao risco”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

*Com informações de Reuters