Dividendos: A elétrica com um dos maiores retornos da cobertura do Bradesco BBI

O investidor que compra elétrica, muitas vezes, quer saber de dividendos. Nesse cardápio, a Axia, antiga Eletrobras, é uma boa opção, segundo analistas do Bradesco BBI.

Em relatório, os analistas elevaram o preço-alvo para o fim de 2026 a R$ 72,00 para AXIA3 (potencial de alta de 19%) e R$ 79,00 para AXIA6 (upside de 20%).

Segundo os analistas, os rendimentos totais (dividendos + recompra de ações) estão entre 7% e 8% em 2026 e 2027 — “entre os mais altos de nossa cobertura”.

Para o banco, apesar de a ação ter subido 82% em 12 meses, o papel ainda guarda potencial. A tese é que o mercado ainda precifica um preço de longo prazo próximo de R$ 210/MWh, nível que o BBI classifica como conservador diante da dinâmica estrutural da matriz brasileira.

Na atualização, os analistas incorporaram às projeções os resultados do quarto trimestre, o aumento do preço estrutural de energia para R$ 230/MWh a partir de 2027 e cerca de R$ 14 bilhões em créditos fiscais reconhecidos no trimestre, “que estimamos serem utilizados ao longo de aproximadamente 20 anos”.

Outro caminho para impulsionar os lucros da Eletrobras é a geração hidrelétrica descontratada, que segue como um dos melhores veículos para capturar a alta nos preços de energia. os ativos térmicos também se beneficiam da maior necessidade de despacho — com a Eneva sendo um destaque adicional.

Apesar disso, o BBI reconhece riscos ligados ao comportamento das chuvas, a eventuais revisões de demanda pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e aos efeitos do leilão de capacidade.

Mas vemos qualquer queda adicional de preços como limitada, dado o nível atual dos reservatórios, o efeito do El Niño sobre a demanda, ajustes metodológicos e a tendência de menor produção média de eólicas e solares nos últimos anos.”

Axia: Bradesco não é o único

O Bradesco não é o único a ver potencial da empresa. Na semana passada, analistas do Safra atualizaram o preço-alvo do papel ordinário (AXIA3) para R$ 73,10 e o das ações preferenciais classe B (AXIA6) para R$ 79,70, potencial de alta de 23%.

Para chegar a esses valores, o Safra incorporou no modelo os resultados do quarto trimestre e novas estimativas para a curva de preços de energia.

Após isso, o banco vê uma taxa interna de retorno ainda atrativa de 11,5% (acima dos pares).

O retorno de dividendos, um dos grandes chamarizes da empresa, deverá ser de 9% entre 2026 e 2028. A tendência, segundo o Safra, é que a alta dos preços continue. Por outro lado, a empresa aumentará os investimentos em transmissão.

“Acreditamos também que a companhia continuará crescendo com novas oportunidades (leilões de reserva de capacidade, transmissão, reforços etc.)”.