Direcional (DIRR3) cai 5% mesmo com crescimento de lucro; veja o que dizem os analistas
As ações da Direcional Engenharia (DIRR3) caíam 5,5% na manhã desta terça-feira (10), a R$ 14,56, após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. Algumas linhas do balanço decepcionaram analistas, que, no entanto, seguem em sua maioria recomendando a compra da ação.
A empresa teve lucro de R$ 211,4 milhões, alta de 27,7% na comparação anual – enquanto analistas esperavam lucro de R$ 220 milhões, de acordo com a LSEG.
O que dizem os analistas
De acordo com o Bradesco BBI, o impacto dos resultados sobre a tese é neutro. “Os resultados da Direcional foram bons, ligeiramente abaixo da nossa expectativa devido a um faturamento menor do que o esperado, com ROE robusto e maior alavancagem diante dos R$ 804 milhões em pagamentos de dividendos”, avaliaram os analistas.
O relatório ressalta o “trabalho da companhia na monetização de ativos e na venda de contas a receber por financiamento direto”.
Já o Safra avalia os resultados da Direcional como sólidos, em linha com as expectativas do banco. Ainda assim, os analistas afirmam que a queda sequencial na margem do backlog da companhia, que caiu 60 pontos-base na comparação trimestral, “pode pressionar o sentimento dos investidores”.
O BTG Pactual destacou em seu relatório o aumento da dívida líquida da construtora, que avançou R$ 480 milhões no trimestre. Para o banco, embora o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) tenha se mostrado sólido, o fluxo de caixa livre recorrente foi “decepcionante”.
Outra casa que avaliou os resultados da Direcional como “sólidos” foi a XP Investimentos, apontando que a companhia teve números amplamente em linha com as expectativas.
“As recentes revisões no programa MCMV devem continuar a sustentar o momento operacional positivo para o segmento de baixa renda, sustentando o crescimento de lucro para 2026”, afirma o relatório.
Vale a pena comprar Direcional agora?
O Safra manteve a avaliação da construtora como “Outperform”, apostando em um crescimento de taxa anual composta (CAGR) de 25% no lucro por ação entre 2025 e 2027.
A XP reteirou a recomendação de compra e manteve o preço-alvo de R$ 23.
Para o Bradesco BBI, a avaliação é um pouco mais comedida, posicionando a ação como “neutra”, com uma preferência por Cury (CURY3) “devido ao seu maior impulso nos lucros de curto prazo”.
*Com supervisão de Kaype Abreu