Brent de volta aos US$ 100: Petróleo dispara 9% com ataque a navios-tanque e ameaças do Irã
Os preços do petróleo encerraram o pregão desta quinta-feira (12) em forte alta, com ataque a navios-tanque em águas iraquianas e falas do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para maio fecharam com avanço de 9,21%, a US$ 100,46 barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), para abril, registraram salto de 9,74%, a US$ 95,73 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
Tensões redobradas
O conflito no Irã, em seu 13º dia de combates, apresentou nova escalada. De manhã, dois navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas, em uma aparente escalada nos ataques iranianos, desafiando a alegação do presidente dos EUA, Donald Trump, de já ter vencido a guerra que lançou há duas semanas.
Trump afirmou mais cedo que o preço do petróleo mais alto beneficia os EUA, mas que é do interesse norte-americano encerrar o conflito.
Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, o presidente dos EUA avalia suspender temporariamente as exigência da centenária lei sobre transporte marítimo, conhecida como Jones Act, para garantir que as remessas de energia e do agro possam circular livremente entre os portos norte-americanos.
A medida seria uma tentativa de combater as interrupções de fornecimento relacionadas à guerra dos EUA e de Israel com o Irã.
Mais tarde, o Irã disse ter permitido a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, mas indicou que nações consideradas alinhadas aos EUA e a Israel podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota estratégica. A hidrovia permanece com circulação restrita desde o início da guerra.
Ontem, a Agência Internacional de Energia (AIE) autorizou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, a maior ação desse tipo em sua história, para tentar conter a disparada dos preços do petróleo em meio à guerra. A ação, no entanto, não acalmou os ânimos dos mercados.
Na avaliação da Capital Economics, a alta nos preços do petróleo na sessão foi alimentada por imagens de petroleiros em chamas no Estreito de Ormuz, o que deixou em segundo plano a notícia de uma liberação recorde de reservas emergenciais de petróleo por países-membro da AIE.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo