Bolsas da Europa fecham em queda com petróleo acima dos US$ 100

Os índices europeus fecharam em nova queda nesta sexta-feira (13) com o avanço dos preços dos contratos futuros de petróleo acima dos US$ 100.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,50%, aos 595,85 pontos.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,60%, aos 23.447,29 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve recuo de 0,43%, aos 10.261,15 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com baixa 0,91%, aos 7.911,53 pontos.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

O conflito no Oriente Médio seguiu no holofote das atenções dos mercados europeus nesta sexta-feira.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe à ele decidir sobre o término da guerra. Trump prometeu ainda que os EUA atingirão “com muita força na próxima semana” o Irã.

Após as falas do presidente dos EUA, os contratos futuros do petróleo Brent voltaram a operar acima dos US$ 100. Diante dos receios inflacionários e das perspectivas de um conflito mais longo no Oriente Médio, o sentimento de aversão ao risco prevaleceu nas bolsas europeias.

Ao mesmo tempo, o anúncio de uma nova rodada de investigação comercial conduzida pelos EUA a fim de impor mais tarifas à União Europeia, ao Reino Unido e a dezenas de países também pesou sobre os negócios.

Na avaliação do Deutsche Bank, a perspectiva de um início de ano mais forte para a atividade britânica “diminuiu”, uma vez que o conflito no Oriente Médio pode pesar ainda mais sobre o crescimento ao elevar os custos de energia.

De acordo com o Escritório de Estatísticas Nacional (ONS), a economia do Reino Unido ficou estagnada em janeiro.

Entre ações, o setor bancário europeu recuou perto de 1,4%, refletindo preocupações com o crescimento econômico. Já o Deutsche Bank registrou leve queda de 0,8% após divulgar exposição de US$ 30 bilhões ao mercado de crédito privado. O Santander caiu perto de 1,33% e o UniCredit tombou 2,27%.

O setor de metais industriais também recuou cerca de 2%, acompanhando a queda nos preços do cobre. Em contrapartida, companhias de energia avançaram, beneficiadas pela disparada recente do petróleo. Shell e BP subiram cerca de 0,9% e 0,8%, respectivamente.

A holandesa BE Semiconductor avançou quase 7,36% após rumores de interesse em uma possível aquisição. Já a fabricante de semicondutores ASML operou perto da estabilidade.

*Com informações de CNBC, Estadão Conteúdo e Reuters