Bolsas da Europa fecham em queda com escalada da guerra no Irã
Os índices europeus fecharam em nova queda nesta quinta-feira (12), diante do avanço do conflito no Oriente Médio e da volatilidade nos preços de petróleo.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,61%, aos 598,86 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,21%, aos 23.589,65 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve recuo de 0,47%, aos 10.305,15 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com baixa 0,71%, aos 7.984,44 pontos.
O que movimentou os mercados europeus hoje?
As tensões geopolíticas ganharam novos contornos e seguiram no centro das atenções dos investidores, com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Mais cedo, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que todas as bases norte-americanas devem ser imediatamente fechadas na região, porque elas serão atacadas. Khamenei disse, ainda, que o Estreito de Ormuz deve continuar fechado como ferramenta para “pressionar o inimigo”.
O líder supremo ressaltou, porém, que estudos estão sendo conduzidos para abrir outras alternativas. “Outras frentes serão ativadas, se a guerra persistir”, disse.
Nesta manhã, dois navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas, em uma aparente escalada nos ataques iranianos que têm abalado o fornecimento de energia no Oriente Médio, desafiando a alegação do presidente dos EUA, Donald Trump, de já ter vencido a guerra que lançou há duas semanas.
Além disso, os contratos futuros do Brent subiram 10% na sessão de hoje, operando na faixa dos US$ 96.
À tarde, o Irã afirmou que permitiu a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, mas indicou que nações consideradas alinhadas aos EUA e a Israel podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota estratégica. A hidrovia permanece com circulação restrita desde o início da guerra.
Com esse cenário, os setores químico e de serviços públicos lideraram a ponta positiva na Europa hoje, enquanto as ações de bancos pressionaram o índice Stoxx 600 para baixo, à medida que as preocupações dos investidores com sua exposição ao Oriente Médio ganhavam força.
Em dia de balanços, as ações da Leonardo, gigante italiana de defesa, fecharam em alta de 5,7% após a empresa divulgar receitas acima do esperado, de US$ 22,5 bilhões.
As ações da empresa de biotecnologia Abivax subiram 6,8%, com o ressurgimento de rumores sobre uma possível oferta de aquisição do grupo de biotecnologia, o que a companhia negou posteriormente.
Já a automobilística alemã BMW avançou 1,3% no fechamento do mercado, com o anúncio de que o lucro líquido para 2025 ultrapassou os 7 bilhões de euros, ligeiramente acima da estimativa da LSEG.
*Com informações de CNBC, Estadão Conteúdo e Reuters