Super Quarta: Guerra no Oriente Médio pode limitar cortes de juros

Nesta quarta-feira (18), Brasil e Estados Unidos definem o rumo de suas taxas de juros. No Brasil, o mercado projeta corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas ainda há dúvidas sobre a possibilidade de redução maior, de 0,50 pp, ou até mesmo manutenção da taxa básica.

Projeções das principais instituições financeiras: UBS BB, Itaú, JP Morgan e BTG Pactual indicam corte de 0,25 p.p.; BB Investimentos, Ágora Investimentos e Genial mantêm expectativa de 0,50 p.p.; e a XP Investimentos aposta em estabilidade. Nos EUA, a plataforma FedWatch indica que 99% do mercado espera manutenção da taxa.

Nos EUA, a expectativa é de que os juros se mantenham estáveis. O foco está no discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e nas novas projeções do banco central sobre inflação, crescimento e mercado de trabalho.

Para a decisão de juros nos Estados Unidos, a plataforma FedWatch apontou que 99% das apostas estão na manutenção.

No Giro do Mercado, a jornalista Giovana Leal comenta os principais acontecimentos que impactam os mercados globais.

Impactos da guerra no Oriente Médio

O conflito entre EUA e Irã segue pressionando preços globais. Nos EUA, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,7% em fevereiro, acima do esperado, puxado principalmente pelos serviços. A perspectiva é de novos aumentos nos preços, refletindo em queda das bolsas americanas nesta manhã.

No petróleo, o barril do tipo Brent atingia US$ 109 (+5%), enquanto o WTI avançava 2,34%, cotado a US$ 97. No Irã, o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, rejeitou propostas de cessar-fogo, afirmando que “não era o momento certo para a paz”.

Cenário doméstico

No Brasil, o dia começou com volatilidade e petroleiras em alta. Entre os destaques positivos estão Eneva (ENEV3), Prio (PRIO3) e MBRF (MBRF3); entre as quedas, figuram Hapvida (HAPV3), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5).

Giro do Mercado especial

Hoje é Super Quarta, e o Money Times realiza o Giro do Mercado especial Copom, às 18h30, comentando expectativas e decisões da reunião, ao vivo no YouTube do Money Times.

*Com supervisão de Juliana Américo