Raízen (RAIZ4) é excluída do Ibovespa e outros índices da B3 com recuperação extrajudicial
A Raízen (RAIZ4) foi excluída do principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa (IBOV).
Segundo a operadora da bolsa brasileira, a B3, a exclusão de RAIZ4 deve-se à recuperação extrajudicial da empresa, que teve pedido aceito pela Justiça na última quinta-feira (12), em cumprimento dos termos Manual de Definições e Procedimentos dos Índices da B3.
Além do IBOV, as ações da companhia não compõem mais os índices: AGFS, IBBC, IBBE, IBBR, IBEP, IBEW, IBHB, IBRA, IBXX, ICO2, IGCT, IGCX, ISEE, ITAG e SMLL.
Antes da recuperação extrajudicial, as ações da Raízen já estavam sendo negociadas abaixo de R$ 1 – também conhecida como ‘penny stocks‘– nos últimos 42 pregões. Já considerando os últimos 12 meses, RAIZ4 encerrou 155 pregões na casa dos centavos.
Recuperação extrajudicial de Raízen
Na última quinta-feira (12), o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo aceitou o processamento da recuperação extrajudicial da Raizen e controladas.
De acordo com o documento da companhia enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a decisão da Justiça aprovou a suspensão, pelo prazo de 180 dias, de todas as ações e execuções contra a companhia em relação aos créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial, o que inclui a suspensão da exigibilidade de principal, juros e demais acréscimos durante esse período.
Além disso, houve a concessão do prazo de 90 dias para que a Raízen demonstre o alcance de quórum para homologação de plano de recuperação extrajudicial.
A companhia, joint venture entre a Cosan (CSAN3) e a Shell, havia entrada na terça-feira (10) com o pedido de recuperação extrajudicial para suspensão por 90 dias o pagamento de dívidas que somam cerca de R$ 65 bilhões. Trata-se da maior operação do tipo no Brasil.
No anúncio do pedido, a Raízen afirmou que a recuperação extrajudicial teve estrutura consensual entre o grupo Raízen e conta com a adesão de 47% dos credores envolvidos na negociação.
Vale lembrar que a recuperação extrajudicial é diferente da recuperação judicial. Nesse tipo de acordo, empresas renegociam parte das dívidas diretamente com determinados credores, com o objetivo de ganhar prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar o risco de falência.