Yduqs (YDUQ3) derrete após balanço do 4T25 frustrar as expectativas; o que fazer com as ações agora?
Os resultados de Yduqs (YDUQ3) frustraram as expectativas do mercado e as ações reagem negativamente na bolsa brasileira.
Nos primeiros minutos do pregão, os papéis da educacional tiveram as negociações suspensas por oscilação máxima permitida na B3 por, pelo menos, duas vezes após registrarem queda de quase 12%.
Por volta de 11h10 (horário de Brasília), YDUQ3 caía 10,77%, a R$ 10,77, figurando como a maior queda do Ibovespa (IBOV). Na mínima intradia, o recuo foi de 11,76% (R$ 10,65). Acompanhe o Tempo Real.
A Yduqs registrou lucro líquido ajustado de R$ 60,2 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Considerando o número não ajustado, porém, houve prejuízo de R$ 49,5 milhões, revertendo lucro na base anual.
Segundo a companhia, o resultado da última linha foi impactado por efeitos pontuais ligados à provisão para calouros e à migração da base de alunos em programas de financiamento privado.
O Ebitda (lucro antes dos juros, imposto, depreciação e amortização) somou R$ 361,8 milhões no 4T25, estável em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 27,7%, recuo de 0,8 ponto percentual em igual base de comparação.
Pior do que o esperado?
Os analistas consideraram os resultados de Yduqs “fracos”, com destaque para a geração de fluxo de caixa livre pressionada por itens não recorrentes e menor desempenho operacional. A reação negativa das ações já era esperada.
A equipe do BTG Pactual chamou a atenção para o fluxo de caixa para o acionista (FCFE), que ficou no limite inferior do guidance anual da companhia, em R$ 500 milhões.
O Safra também considerou que o Ebitda ajustado ficou abaixo das estimativas do banco e destacou a tendência de captação mais fraca nos segmentos presencial e de ensino a distância (EaD) no primeiro semestre de 2026.
“Com aproximadamente 80% do ciclo de captação do primeiro semestre já concluído, o quadro é misto: o ensino híbrido apresenta resultado acima das expectativas (+74%), o presencial segue abaixo das projeções (-5%) e o Ead também está abaixo do esperado em 37%”, escreveram os analistas Thiago Marmo, Ricardo Boiati e Rafael Une.
Já o Bradesco BBI afirma que, mesmo com crescimento modesto da receita e intake (novas matrículas) mais fraco no início deste ano, a melhora estrutural de margens, a disciplina de custos e o segmento premium (medicina e Ibmec) devem sustentar a evolução da rentabilidade ao longo de 2026.
Hora de vender YDUQ3?
O Bradesco BBI manteve a visão otimista para a ação YDUQ3, a considerar fundamentos “sólidos” e a manutenção de uma dinâmica favorável de geração de caixa.
Além disso, os analistas Marcio Osako e Ricardo França avaliam que a companhia negocia a um rendimento de FCFE próxima a 15% em 2026, com potencial revisão para cima. O banco tem preço-alvo de R$ 17, o que representa um potencial salto de 40,8% em 2026.
O Safra também tem recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 22,50 no final de 2026 – o que implica em um potencial de valorização de 86,4% sobre o preço de fechamento anterior.
O BTG Pactual, por sua vez, projeta YDUQ3 a R$ 23 em dezembro deste ano, potencial valorização de 90,5%, e tem recomendação de compra.