Wall Street abre em queda diante da alta do petróleo e das falas do novo líder supremo do Irã

Os índices de Wall Street operam em queda no começo do pregão desta quinta-feira (12) com nova escalada de tensões no Oriente Médio e ameaças do novo líder supremo do Irã.

Confira o desempenho dos índices por volta de 10h40 (horário de Brasília):

  • Dow Jones: -1,09%, aos 46.901,04 pontos;
  • S&P 500: -0,76%, aos 6.724,16 pontos; 
  • Nasdaq: -0,77%, aos 22.542,28 pontos.

Wall Street: os pontos de atenção dos investidores

O conflito no Oriente Médio entra em seu 13º dia de combates. Diante de novas tensões, os contratos futuros do petróleo Brent flertam com a faixa dos US$ 100.

Nesta manhã, dois navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas, em uma aparente escalada nos ataques iranianos que têm abalado o fornecimento de energia no Oriente Médio, desafiando a alegação do presidente dos EUA, Donald Trump, de já ter vencido a guerra que lançou há duas semanas.

Autoridades iraquianas disseram que os navios foram atacados durante a noite por barcos iranianos carregados de explosivos. Pelo menos um membro da tripulação foi morto.

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei afirmou hoje que todas as bases norte-americanas devem ser imediatamente fechadas na região, porque elas serão atacadas. Khamenei acrescentou que o Estreito de Ormuz deve continuar fechado como forma de “pressionar o inimigo”.

O líder supremo ressaltou, porém, que estudos estão sendo conduzidos para abrir outras alternativas. “Outras frentes serão ativadas, se a guerra persistir”, disse.

No front econômico, na semana passada, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu, o que pode ajudar a amenizar os temores de uma deterioração do mercado de trabalho após declínio inesperado no nível de emprego em fevereiro.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 1.000 na semana encerrada em 7 de março, para 213.000 em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

Os pedidos têm se mantido em uma faixa de 199.000 a 232.000 este ano, em meio a baixas demissões. Eles permanecem em níveis compatíveis com um mercado de trabalho estável.

O governo dos EUA informou na semana passada que foram fechadas 92.000 vagas de emprego fora do setor agrícola em fevereiro, a sexta queda desde janeiro de 2025 e a segunda maior.

A redução foi atribuída ao inverno rigoroso, a uma greve dos trabalhadores do setor de saúde e ao ajuste após abertura forte em janeiro, bem como a uma hesitação geral das empresas em aumentar o número de funcionários devido à incerteza das tarifas de importação e à integração da inteligência artificial em algumas funções de trabalho.

*Com informações de Reuters