Vale (VALE3): Como a guerra no Irã impacta a mineradora

Para a Vale (VALE3), as implicações envolvendo a guerra no Irã giram principalmente em torno dos custos de combustível e de frete, que a mineradora disse monitorar de perto, de acordo com analistas do BTG Pactual.

A companhia opera com cerca de 75% de sua exposição a combustível protegida por hedge, política que já estava em vigor antes da guerra, o que ajuda a mitigar a volatilidade de curto prazo por meio de estruturas de collar de custo zero, disse o banco.

Como regra geral, a administração, de acordo com o banco, indicou que um movimento de US$ 10 por barril no preço do petróleo se traduziria em aproximadamente um aumento de US$ 1 por tonelada nos custos totais (em base anualizada).

A exposição ao frete também está amplamente protegida, com quase 100% dos volumes contratados, conforme analistas.

Do lado da oferta, eventuais interrupções envolvendo o Irã poderiam retirar cerca de 10 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de material transportado por via marítima do mercado.

No entanto, o impacto final dependerá da duração do conflito e, mais importante, das implicações para a demanda global, acrescentou o banco.

O BTG segue recomendando a compra de Vale, com o preço-alvo de US$ 15, citando melhora nas perspectivas para cobre e níquel, boa geração de caixa mesmo com o minério perto de US$105/t e valuation ainda atrativo.