De volta aos R$ 5,20: dólar recua com realização de lucros, apesar de tom negativo no exterior e tensão no Irã

O dólar recua ante o real, a despeito do tom negativo no exterior com a disparada do petróleo e a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, em dia de realização de lucros

Por volta de 12h28 (horário de Brasília), o dólar à vista (USDBRL) operava a R$ 5,2064, em queda de 0,71%. Na mínima intradia, a divisa atingiu R$ 5,2019 (-0,80%).



O movimento destoa da tendência externa. Por volta do mesmo horário, o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,15%, aos 99,334 pontos.

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O que mexe com o dólar hoje?

O conflito no Oriente Médio, que está na segunda semana, segue no radar do mercado, diante da escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, na sucessão de seu pai, Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia de ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha sinalizado anteriormente considerar “inaceitável” a escolha de Mojtaba, afirmando que os EUA deveriam estar envolvidos na escolha do novo líder supremo do Irã.

O petróleo superou os US$ 100 na sessão de hoje. Por volta das 12h40 (horário de Brasília), no entato, o Brent perdia força e subir 6,88%, a US$ 99,06, enquanto o WTI arrefecia a 6,52%, a US$ 96,82.

Em Wall Street, a reação aos desdobramentos do conflito e ao avanço do barril de petróleo foi negativa.

No Brasil, porém, alguns agentes aproveitaram as cotações mais elevadas para vender moeda. “Com o dólar nestes níveis, o exportador vende e o (investidor) comprado também desmonta posição”, disse o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

Investidores comprados são aqueles posicionados na alta do dólar. Quando as cotações atingem determinados níveis, eles vendem dólares em especial no mercado futuro para realizar lucros.

O avanço forte do petróleo e do minério de ferro dois produtos importantes da pauta exportadora brasileira são fatores que dão suporte ao real, ainda que no exterior boa parte das demais divisas de países emergentes sigam pressionadas.

*Com informações de Reuters