Ibovespa despenca mais de 2% e dólar sobe para R$ 5,28 com avanço das tensões no Oriente Médio
Após uma sessão marcada pelo otimismo na véspera, o Ibovespa (IBOV) perdeu mais de 4 mil pontos nas primeiras horas do pregão desta quinta-feira (5), como reflexo das incertezas globais com o conflito no Oriente Médio, o que azedou o humor em Wall Street e nas bolsas europeias.
Por volta de 13h11 (horário de Brasília), o IBOV registrava queda de 2,43%, aos 180.866,47 pontos. Já o dólar à vista subia 1,21%, a R$ 5,2814.
O conflito no Irã, iniciado com ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel no último sábado (28), entra no sexto dia com escalada de tensão. Pela manhã, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido um petroleiro norte-americano na parte norte do Golfo e que o navio estava em chamas.
A Guarda disse, em comunicado divulgado pela mídia estatal, que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz estaria sob o controle da República Islâmica.
O avanço do conflito, sem perspectiva de negociação, por ora, aumenta a incerteza quanto a sua duração, a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz – controlado pelo Irã e considerado uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo bruto – e os possíveis impactos na inflação.
Indícios de que os preços de petróleo bruto podem chegar a US$ 100 por barril seriam preocupantes para os mercados, voltando as atenções dos investidores para um possível fim do conflito.
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Petroleiras beneficiadas
Entre as 85 ações que compõem a carteira teórica, apenas oito operam no terreno positivo. Nesta quinta-feira (5), o Brent opera com alta de quase 4%, com o barril negociando acima de US$ 84,50.
Por volta de 12h59 (horário de Brasília), Braskem (BRKM5) liderava os ganhos do Ibovespa com alta de 8,75%, a R$ 11,81. Na sequência, apareciam Prio (PRIO3), com ganho de 3,17%, a R$ 57,28, e PetroReconcavo (RECV3) que avançava 1,76%, a R$ 12,72.
A Petrobras (PETR3;PETR4), porém, recuava no mesmo horário 0,79%, a R$ 43,71 e R$ 40,18, respectivamente. O movimento reflete a cautela antes da divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) da companhia.