Ibovespa fecha em alta de 1,5%, aos 191,6 mil pontos, e atinge novo recorde
O Ibovespa (IBOV) fechou esta terça-feira (24) em alta de 1,47%, a 191.634,95 pontos, novo topo de fechamento, de acordo com dados preliminares, em um movimento sustentado principalmente pelas blue chips, que têm sido embaladas neste começo de ano pelo forte fluxo de estrangeiros para a bolsa.
O volume financeiro no pregão somava R$28,7 bilhões antes dos ajustes finais.
Analistas do Itaú BBA afirmaram, em relatório Diário do Grafista enviado a clientes, que o Ibovespa segue em tendência de alta. “Na rota dos 200 mil pontos! Essa é a estrada atual do Ibovespa”, destacaram.
As bolsas de Nova York também fecharam em alta nesta terça após caírem na véspera pressionadas pelas incertezas tarifárias e os temores pela inteligência artificial (IA). A cobrança de tarifa global da Casa Branca de 10%, abaixo dos 15% previstos, reduziu a cautela nos mercados, enquanto os impactos da tecnologia na economia continuam a ser acompanhados de perto.
O Dow Jones subiu 0,76%, aos 49.174,50 pontos. Já o S&P 500 avançou 0,77%, aos 6.890,07 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,04%, aos 22.863,68 pontos.
A Capital Economics avalia que o entusiasmo geral de investidores por IA não parece afetado e que ações de outros setores apresentam uma recuperação. O cenário da consultoria é de “uma maré alta que levanta todos os barcos”, no qual todos os setores se beneficiam de potenciais ganhos com a tecnologia, à medida que o impacto mais amplo da IA no mundo real se torna mais claro.
Diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller afirmou que relatórios recentes, como o da Citrini, tem superestimado os riscos da IA para o emprego e a economia, defendendo que a tecnologia não será capaz de substituir humanos e se limitará a otimizar fluxos de trabalho.
Em evento, a Anthropic detalhou o funcionamento das suas novas ferramentas, que haviam penalizado ações jurídicas, financeiras e de software. Para o Deutsche Bank, agora está claro que a tecnologia da provedora não substituirá as empresas atuais, mas trabalharão em conjunto a sistemas existentes, concentrando os riscos da IA na questão de custos de médio e longo prazo.
Hoje à noite, há expectativa pelo discurso do presidente Donald Trump sobre o Estado da União, com anúncios prometidos.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo