Ação da CVC (CVCB3) salta quase 10% e recupera parte das perdas da sessão anterior: o que está por trás da alta?
As ações da CVC (CVCB3), negociadas fora do Ibovespa (IBOV), saltam quase 10% e figuram entre as maiores altas da B3 nesta segunda-feira (19).
Por volta de 11h50 (horário de Brasília), CVCB3 tinha alta de 9,96%, a R$ 2,65, figurando como a quarta maior alta do mercado brasileiro e um das mais negociadas do pregão, com giro financeiro de R$ 32,8 milhões em um pouco mais de 3,35 mil negócios.
Mais cedo, a companhia de turismo anunciou que o GJP, da família do fundador da empresa, Guilherme Paulus, elevou participação na companhia para 20,02% neste fim de semana, após a ação tombar mais de 10% na última sexta-feira (16).
Agora, o GJP detém 105.214.745 ações ordinárias do total de papéis emitidos pela empresa. Em dezembro, o fundo detinha 104.777.045 ações da CVC, equivalente a 19,9%.
O movimento também figura como uma breve recuperação das perdas recentes. Na última sexta-feira (16), os papéis encerraram a sessão com queda de 10,74%, cotados a R$ 2,41, em reação a mudanças no alto escalão da companhia.
O conselho de administração decidiu destituir Fabio Martinelli Godinho da cadeira de CEO e elegeu Fabio Mader, até então vice-presidente executivo de Produtos e Revenue Management, para o cargo.
O Citi considerou a troca de CEO como uma decisão “neutra” – e potencialmente positiva. O banco mantém a recomendação neutra, com classificação “alto risco”, devido ao endividamento alto – o que, para os analistas, limita o potencial de valorização das ações.
O Santander viu a mudança no comando como um “próximo passo natural” dentro da estratégia já existente, e não como uma alteração relevante de rumo. O banco também tem recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 2,40 – um potencial de desvalorização de 11,1% sobre o preço de fechamento da última quinta-feira (15), quando CVCB3 encerrou cotada a R$ 2,70.
Até agora, as ações da CVC acumulam valorização de 21,8% em 2026, após um ganho de 56,5% no ano passado.