Cogna (COGN3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto C&A (CEAB3) é a ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

O Ibovespa (IBOV) começou 2026 com forte ganhos e dias agitados por dados econômicos referentes ao ano anterior e novas tensões geopolíticas.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 1,76% e encerrou a última sessão aos 163 mil pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,3658 e teve queda de 1,10% ante o real no acumulado na semana.

Por aqui, o Caso Master concentrou as atenções e injetou cautela no mercado doméstico.

No início da semana, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que uma eventual reversão da liquidação do Banco Master não caberia à corte de contas, mas sim ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Já na última quinta-feira (9), o ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, aceitou um recurso do Banco Central e suspendeu inspeção que havia determinado na autarquia para examinar documentação relacionada à liquidação do Banco Master. 

O relator do processo no TCU decidiu remeter a decisão ao plenário do próprio tribunal de contas. A primeira sessão plenária está marcada para 21 de janeiro.

Entre os dados, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a acelerar no mês de dezembro, mas fechou o ano de 2025 dentro do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo BC. 

inflação oficial do Brasil subiu 0,33% em dezembro do ano passado, após alta de 0,18% em novembro, e em linha com a expectativa do mercado. Apesar da aceleração, o IPCA fechou 2025 em 4,26%, cumprindo com a meta do BC — de 3% com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A variação acumulada em 12 meses até dezembro é a menor registrada pela inflação brasileira desde 2018, quando ficou em 3,75%.

O resultado, porém, não alterou a perspectiva do mercado sobre a trajetória da Selic, com aposta majoritária de início de afrouxamento monetário em março.

No exterior, as tensões geopolíticas escalaram com a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Após a intervenção no último fim de semana, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA e a Venezuela estão trabalhando “bem” juntos, acrescentando que pelo menos US$ 100 bilhões serão investidos pelas “grandes empresas de petróleo” no país latino.

O chefe da Casa Branca também tem intensificado os apelos para que a Groenlândia fique sob o controle de Washington e está considerando várias opções para que isso aconteça — incluindo ação militar.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Cogna (COGN3), com revisões positivas de bancos.

Na última quarta-feira (7), o JP Morgan  elevou a recomendação de COGN3 de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 6,50 em dezembro deste ano.

Na avaliação dos analistas Marcelo Santos e Livea Mizobata, as ações da educacional seguem negociadas a um valuation “atrativo”, mesmo após a alta de 240% em 2025. A dupla também vê uma perspectiva sólida de crescimento na companhia.

Já na sexta-feira (9) foi a vez do UBS BB. O banco revisou as estimativas para a educacional e manteve a recomendação neutra dos papéis e o preço-alvo em R$ 4.

Os analistas consideram que a melhora dos fundamentos da Cogna pode sustentar os níveis atuais de valuation – “precificando de forma justa a relação risco-retorno da companhia”, afirmaram Andre Salles, Leonardo Olmos e Eduardo Resende.  

Confira a seguir as maiores altas do Ibovespa entre 5 e 9 de janeiro: 

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
COGN3Cogna ON17,57%
CVCB3CVC ON14,55%
CSNA3CSN ON13,10%
USIM5Usiminas PNA9,53%
EMBJ3Embraer ON8,20%
B3SA3B3 ON7,67%
TOTS3Totvs ON7,47%
RAIZ4Raízen ON6,25%
MULT3Multiplan ON6,10%
MRVE3MRV ON5,83%

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Já a ponta negativa do Ibovespa foi encabeçada por C&A (CEAB3).

No início da semana, o UBS BB reduziu em 10% a sua projeção de lucro líquido para a empresa para R$ 511 milhões em 2026 e para R$ 566 milhões em 2027.

Segundo o banco, a revisão incorpora o menor fluxo de visitantes em shoppings em dezembro, em especial durante o período natalino.

Com a atualização, o UBS cortou o preço-alvo de CEAB3 de R$ 23 para R$ 20 nos próximos 12 meses. A recomendação de compra, porém, foi mantida.

Veja as maiores quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CEAB3C&A Modas ON-13,05%
AZZA3Azzas 2154-6,70%
TAEE11Taesa units-4,53%
WEGE3Weg ON-4,46%
VIVA3Vivara ON-4,06%
CYRE4Cyrela PN-3,66%
MBRF3MBRF ON-3,26%
PCAR3GPA ON-2,78%
IRBR3IRB Re ON-2,31%
ASAI3Assaí ON-2,22%